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Uso excessivo do celular transforma adolescentes em pessoas isoladas

Segundo a pesquisadora americana Jean Tweng, os adolescentes que ela chama de “iGen” -  nascidos entre 1995 e 2012 – têm no smartphone como uma extensão de seus corpos e, provavelmente por isso são isolados e apáticos.

Seu último livro, lançado em agosto, tem um nome bastante autoexplicativo:

iGen: Por que as crianças superconectadas de hoje estão crescendo menos rebeldes, mais tolerantes, menos felizes e completamente despreparados para a idade adulta e o que significa para o resto de nós”

Para escrever o livro Twenge trabalhou com quatro grandes pesquisas nacionais com 11 milhões de americanos desde a década de 1960, e criou o termo “iGeners” para classificar crianças e jovens que nasceram em um mundo conectado pela internet e redes sociais.

Em 15 anos — 2000 a 2015 – o número de adolescentes que saíam com seus amigos quase diariamente caiu pela metade e esse declínio foi acentuado recentemente.

O mais assustador é que a pesquisadora concluiu que os “iGeners” atingiram as maiores taxas de depressão e aumento de suicídio nos EUA desde 2011. “O número de adolescentes que concordaram com a frase ‘Sinto que não consigo fazer nada direito’ atingiu picos históricos após 2011”, diz Twenge.

Ela diz que não pode afirmar com certeza se essas informações se aplicam ao nosso país, mas alerta que muitas das mudanças geracionais que aparecem nos Estados Unidos estão emergindo em outras culturas também.

O diretor de educação da Safernet – ONG que tem como missão defender e promover os Direitos Humanos na Internet — , Rodrigo Nejm concorda com Jean Tweng, mas ressalta que os brasileiros são mais resilientes para sair de um estado de depressão.

Para Luciana Correia, coordenadora da Media Lab da ESPM, regular o tempo que os jovens usam o celular é uma batalha vencida e seria melhor focar a atenção na qualidade do conteúdo com que os jovens estão tendo contato.

Para os especialistas, a conscientização dos responsáveis pelos adolescentes e o estímulo a experiências no mundo real seria a solução para o problema.“A gente não pode perder de vista a responsabilidade dos adultos na construção desse cenário. O fato dos pais não terem mais tempo disponível para os filhos gera uma espécie de carência afetiva e social que é muito marcante”, conclui Rodrigo.

Fonte: PavaBlog

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