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Separados na NASA: astronautas gêmeos são examinados para analisar os efeitos do espaço sobre o corpo humano, um na Terra e o outro nos ares

Após passar quase 1 ano (mais especificamente 340 dias) morando na Estação Espacial Internacional, o astronauta norte-americano Scott Kelly retornou ao solo terrestre no mês de março de 2017. Enquanto isso, Mark, seu irmão gêmeo, permaneceu na Terra, aguardando a volta de Scott para então darem início a uma série de exames considerados os mais interessantes já realizados pela NASA, quando trata-se dos efeitos do espaço sobre o corpo humano.

A carreira de astronauta é uma jornada que envolve vários riscos à saúde como perda da musculatura, distúrbios do sono, complicações cardíacas, problemas auditivos, renais e até imunológicos. Para ser possível provar tais resultados causados no organismo, era necessário encontrar dois astronautas gêmeos. Foi a partir daí que os irmãos Scott e Mark entraram para a história.

 

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Com os irmãos à disposição, a NASA iniciou seu importante estudo Twin Study, no qual foram envolvidas dez instituições do mundo todo, dentre elas, Chicago, Nova Iorque e Boston. Os resultados obtidos são divulgados no site oficial da pesquisa.

Dentre as conclusões alcançadas, a mais fácil de ser mensurada é a estatura: Scott voltou cinco centímetros mais alto que o seu irmão.

Uma publicação compartilhada por Scott Kelly (@stationcdrkelly) em

No quesito análise genética, a grande primeira descoberta teve relação com os chamados telômeros, que consistem na parte final do cromossomos e possuem a importante função de manter a estrutura dos mesmos, ainda que não exerçam um papel codificante. De acordo com Manuel Collado, Doutor em Biologia Molecular, eles podem ser comparados às capinhas plásticas que costumam ser colocadas nas pontas dos cadarços. Assim como elas protegem as pontas, os telômeros servem para garantir a integridade dos cromossomos.

A extensão desse telômeros foi associada a vários estudos sobre longevidade, daí surgiu a ideia de incluí-los nesse estudo. Ao contrário do que se imaginava, já que as condições do espaço acarretam problemas físicos ao ser humano, os telômeros do gêmeo que passou um tempo fora estão mais longos que os do seu irmão.

Ainda não se sabe o porquê desse resultado inesperado, mas o estudo com os gêmeos continua sendo realizado e novas conclusões estão a caminho.

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